Entrevista IESB (junho 2009)

Alexander interpreta Eric Northman, o vampiro viking de 1000 anos que é dono do bar de vampiros local, Fangtasia, em True Blood da HBO. Naturalmente, ele já é um dos favoritos dos fãs.
Ele mesmo se considera um extra de luxo na primeira temporada, mas na segunda o ator e diretor está bem mais envolvido, participando mais da ação ao lado de Sookie Stackhouse (Anna Paquin), e seu namorado vampiro Bill Compton (Stephen Moyer).
Alex conversou em junho desse ano com o pessoal do site IESB.


– O que se pode esperar da segunda temporada de True Blood?

Alexander: Muito. Muita coisa está acontecendo. Na primeira temporada, tínhamos que criar o mundo, convidar a audiência para esse mundo, e apresentar os personagens. Agora, na segunda temporada, podemos seguir adiante porque a audiência já está a bordo e é parte desse mundo. Será muito louco, desde o começo. Vários de nós vamos a Dallas encontrar um velho amigo de Eric que está sumido. Ao mesmo tempo, coisas estranhas acontecem em Bon Temps. Será uma temporada movimentada. Do ponto de vista de Eric, será bem mais pessoal que a primeira. No primeiro ano ele era o empreendedor, fazendo suas coisas, e saindo por aí como o vampiro chutador de bundas. Na segunda temporada, todos irão entendê-lo melhor, e ver mais do que apenas o vampiro mau que as pessoas as vezes pensam que ele é.

– Acha que ele gosta da ação e da maluquice?
Alexander: Ele gosta sim. Adora atenção e gosta de estar no meio de tudo porque ele é muito confiante e sabe o quão é forte e habilidoso. Ele adora aventuras, claro, mas ele não está animado com o que precisa fazer em Dallas. É muito pessoal e alguma coisa que significa muito para ele. Então não são férias, definitivamente é questão de vida e morte para ele.

– Está gostando do fato de que Eric tem um papel bem maior nesta temporada?
Os fãs irão aprender mais sobre suas motivações?
Alexander: Absolutamente! Depois da primeira temporada, as pessoas chegavam para mim e diziam que eu era o vampiro do mau líder de True Blod. Eu entendo porque as pessoas acham isso, mas sempre tive que defender Eric, porque acho que há muito mais no personagem do que isso. Há um lado mais sensível, vulnerável e leal nele também.

– Esta temporada tem mais cenas fortes que na primeira. Você gosta de fazer essas cenas?

Alexander: Sim, adoro, Eric não fez nada na primeira temporada. Você sente que ele é violento, forte e poderoso, mas ele não teve que mostrar nada disso na primeira temporada. Acho que a audiência quer ver um exemplo disso, e iremos dar isso a eles.

– Pode falar sobre o relacionamento entre Eric e Bill, e como vai se desenvolver na nova temporada? E como tem sido trabalhar com Stephen Moyer?
Alexander: Adoro Stephen. Ele é um cara fantástico e nos divertimos muito no set, o que é bom porque passamos muito tempo ali. Eric acha Bill patético. Ele é um garoto. Não tem nem 200 anos de idade e é ingênuo. Eric é muito mais experiente e já viu muito mais do mundo do que Bill. Bill acredita na humanidade, de um jeito que Eric não faz mais.

– Você está surpreso com o sucesso da série, e os fãs devotados que formaram? Você esperava isso para seu personagem, mesmo que ele não tenha tido grande participação na primeira temporada?
Alexander: Sim, fiquei surpreso, porque acho que fui um extra de luxo na primeira temporada. Eu não esperava nada, e foi fantástico quando a série começou e vi as reações. Claro que é muito lisongeiro.

– Porque Eric pode ser tão brutal, você fica preocipado em fazê-lo verossímil? Ou ele sempre precisa ser um personagem verossímil?
Alexander: Não, eu quero que as pessoas gostem dele e o entendam, mas ao mesmo tempo saibam que ele é agressivo, brutal e um assassino. Acho que é essa dualidade, os dois lados dele, que o fazem um personagem interessante.

– Por que você acha que o Eric está tão interessado em Sookie?
Alexander: Eric realmente não sabe o que o intriga sobre ela. Ele está por aí há 1000 anos, e já viu de tudo. Ele não tem uma opinião muito favorável sobre a humanidade. E então, ela chega e ele realmente não sabe o que pensar. Ele não consegue lê-la, e isso o intriga.

– Como tem sido trabalhar com Anna Paquin?

Alexander: Parece piegas, mas sempre é demais estar no set com Anna e Stephen. Realmente adoro o elenco. É um prazer ir trabalhar toda manhã. Espero que as pessoas consigam perceber que nós adoramos estar no set e trabalhar juntos, vejam essa dinâmica do relacionamento entre nós.

– O que é a melhor coisa de trabalhar na série, e a mais desafiadora?
Alexander: Eu adoro tudo. Cada pequeno detalhe é ótimo, ir ao trabalho todo dia, e trabalhar nessa série. É HBO e é Alan Ball. Veja o elenco, e os roteiros que são fenomenais. Eu não poderia pedir um emprego melhor, estou muito feliz. E o que é desafiador, definitivamente foi no começo, quando eu tentava descobrir quem era o personagem. Eu estava lendo os livros e tentando entender quem era esse cara, e entender o equilíbrio que faz dele alguém verossímil, mas  ameaçador. Eu queria que as pessoas ficassem intimidadas por ele, mas intrigadas ao mesmo tempo.

– Você achou difícil falar usando as presas?
Alexander: No começo foi difícil, elas caíam as vezes quando me movimentava, não encaixavam direito, então foi difícil. Tive que praticar muito.

– Agora que está habituado a série, acha que entende porque as pessoas são tão atraídas pelo gênero dos vampiros?
Alexander: Sim. Primeiro de tudo, sexo e violência sempre são coisas que atraem a audiência, e histórias de vampiros normalmente tem os dois. E vampiros simbolizam algo que é permanente, em um mundo em constante mudança, humanos, animais, a natureza e até as montanhas mudam com o tempo. Ter algo que enfrente o teste do tempo é atraente. Eric tem estado por aí há 1000 anos, e não mudou em nada. Isso intriga as pessoas. O que faz um bom drama é as pessoas ficarem intrigadas por ele, e ao mesmo tempo, esse conforto de ver algo que é consistente, letal e pode matá-las em um segundo. Isso cria uma boa base para um drama.

– Há alguma característica de Eric que você gostaria de poder aplicar a sua própria vida?
Alexander: Sim, todas elas. Como ator, acredito que o personagem tem que nascer de dentro de você, tem que ser orgânico. Obviamente você precisa ir fundo para encontrar algumas coisas, outras vem com naturalidade. Mas como seres humanos, temos todas essas características dentro de nós. Não acredito em pessoas boas ou más. Acho que todos somos combinações de ambas.

– Você espera continuar trabalhando tanto na Suécia quanto na América, ou sua carreira está focada apenas nos EUA agora?
Alexander: Moro nos Estados Unidos e minha carreira é baseada aqui, mas vou voltar em agosto para uma ou duas semanas, e terminar um filme que comecei ano passado. Mesmo que não more mais lá, Estocolmo sempre será minha casa. Meus amigos e família vivem lá, onde eu cresci. Espero poder voltar regularmente e trabalhar em projetos na Suécia também.

– Há papéis e gêneros específicos em que você espera trabalhar, e que ainda não teve a chance de fazer?
Alexander: Eu gosto de sair de um personagem para outro diferente, e de um gênero a outro. O que me mantém motivado é encontrar novos desafios e projetos que são diferentes do que já fiz. Ir de Generation Kill para True Blood há dois anos foi bem diferente, e também para um personagem diferente. Isso estimula minha criatividade. Espero que após a segunda temporada possa fazer um ou dois filmes, onde eu possa encontrar personagens diferentes de Eric.

Tradução: Aumanack

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