Entrevista na Elle Suécia

ap26Tradução de uma entrevista que saiu na Elle sueca há um tempinho atrás…

O trabalho árduo de Alexander Skarsgård em Hollywood o transformou no astro mais sexy da Suécia. Elle o encontrou e falou sobre vampiros, namoradas e qual a sensação de não poder escolher sua própria camiseta. Alexander Skarsgård passa a vida viajando com bagagem bem leve. Ele aprendeu a levar apenas coisas absolutamente necessárias já que viajar é uma constante em sua vida hoje em dia. Quando Alexander se encontrou com a equipe da ELLE ele escolheu o café mais lotado de celebridades, o Joan’s on Thirds, entre La Cienega Boulevard e Fairfax Avenue, em Los Angeles. Ele tinha acabado de tomar um café com o ator Michael Wincott. Desde que as filmagens da famosa série de TV True Blood, (na qual Alexander interpreta o vampiro Eric Northman) começaram a seguir um ritmo de quase 24 horas sem interrupções, a nossa entrevista vinha sendo adiada inúmeras vezes. Mas quando finalmente nos encontramos, não havia um só vestígio de stress ou de cansaço. Pelo contrário, o que vimos foi um homem descontraído e simples e que nos recebeu alegremente. Em cima da mesa, vimos uma cópia (surrada de tanta leitura) de “Um homem sem pátria”, uma coletânea de ensaios e crônicas de Kurt Vonneguts. O livro dá uma dica sobre aspectos da personalidade de Alexander que não são mostrados pela mídia, mas que se percebem facilmente quando você o conhece: o cara educado, culto e curioso que se preocupa em saber pronunciar todas as palavras corretamente e em não ser mal interpretado.

“Vladimir Nabokov disse que a curiosidade é a insubordinação na sua forma mais pura. Curiosidade é uma das nossas qualidades mais importantes, ela nunca deve ser sufocada”
, diz Alexander. É também evidente que Alexander tem uma coisa invejável, uma motivação incrível e ambição. A vida como ator em Hollywood não é tão glamorosa como se imagina. Não são raros os dias de 16 horas de trabalho com alto nível de tensão em atuações de segurança inexistente.

“É muito difícil conseguir uma brecha. Você tem que ser muito determinado e esforçar-se ao máximo”, diz Alexander. “Nós estamos gravando True Blood freqüentemente durante a noite, o que significa que estou no trabalho entre 16h e 7h, seis dias por semana. De manhã eu vou para casa dormir algumas horas e então eu levanto para ler as novas cenas antes de voltar a gravar a próxima sessão.Na série eu interpreto o vampiro mais antigo que também fica interessado na protagonista, Sookie, interpretada por Anna Paquin. True Blood é uma história de vampiros, mas também existem muitas analogias a acontecimentos e fenômenos atuais na sociedade. A série é uma mistura entre ação, sensualidade, terror e comédia. Ela conseguiu ser tanto acessível quanto inteligente”, diz Alexander.

Quando não está gravando ou analisando roteiros para projetos em andamento, ele está lendo novos manuscritos ou se reunindo com seu agente ou participando de testes. Ele também interpretou o namorado sueco malvado de Lady Gaga, no videoclipe da música ‘Paparazzi’ dirigido por Jonas Åkerlund.
Já que ele está fazendo o papel de um vampiro, não tem permissão de curtir o sol da Califórnia, ou seja, ele não tem permissão para ficar bronzeado. No entanto, Alexander deixa claro que não está reclamando.

“Eu tenho o melhor emprego do mundo! É tão divertido, eu adoro cada momento. E às vezes eu fico livre por 3 dias seguidos”, ele diz com um sorriso.

Não sobra muito tempo para sair e se divertir no entanto, e por isso é bom ter amigos com a mesma profissão. Alexander tornou-se muito amigo dos seus colegas de elenco em Generation Kill, a famosa mini-série de tv sobre soldados americanos no Iraque.“Eles são como irmãos para mim. É ótimo tê-los por perto, pois nós estamos passando pelas mesmas experiências e temos os mesmos objetivos”, diz Alexander.
As gravações aproximaram os atores.

“Nós Passamos 7 meses em Moçambique, Namíbia e África do Sul. Foi a experiência mais intensa que eu já tive. Trabalhei 142 dos 145 dias de gravação. Filmávamos de segunda a sábado e no domingo eu estava lendo as cenas para a próxima semana, e treinando minha pronúncia de vocabulário com meu instrutor”, conta Alexander, que tem sido muito elogiado pelo seu atual Inglês Americano perfeito.

“Tenho muito orgulho de Generation Kill. As gravações foram extremas. Eu nunca tive que me sacrificar desse tanto, mas também nunca recebi tanto em retorno. A série oferece uma visão da vida real dos soldados, que é bem diferente da versão direcionada que vemos através da mídia”, diz ele.

Depois de 5 meses Alexander conseguiu um longo fim de semana. Ele escolheu voar para casa em Estocolmo saindo do sul de África, sendo assim grande parte do tempo foi perdido em aviões e aeroportos. Um único jantar com a família e amigos foi o que ele conseguiu. “Foi a melhor noite da minha vida! Eu aproveitei cada uma das mordidas na comida e foi tão fantástico estar com meus amigos e minha família. Daí, já era hora de voltar para mais dois meses de trabalho sem interrupções”.

A primeira vez que Alexander foi reconhecido na rua ele tinha 13 anos de idade. Ele odiava isso.
“Naquela época tinha apenas dois canais de TV na Suécia (TV1 e TV2). Se você estivesse num show em cada TV, todo mundo tinha visto você. Isso me deixava muito desconfortável”, diz Alexander.
Então Alexander decidiu se concentrar em outras coisas além de atuar. Ele prestou o serviço militar e tinha planos de se tornar um arquiteto. Até que ele começou a sentir saudades de atuar novamente. Quando ele retomou de novo a profissão ele tinha uma empatia para o trabalho. Isso agora estava em suas condições. Por exemplo, Alexander não tem, como a maioria dos outros atores de Hollywood, o seu próprio personal trainer e um agente de relações públicas. “Eu não preciso de ninguém para segurar minha mão ou falar por mim. Acho desnecessário. Eu posso pegar o metrô para ir trabalhar e escolher as minhas próprias roupas”, diz ele.

Apesar de sua movimentada agenda de trabalho, ele ainda continua cuidando de sua própria agenda de entrevistas e tudo mais que envolva seu trabalho como ator. Se ele tivesse que escolher sua celebridade favorita seria exatamente o ator Gary Oldman. “Eu o vi no metrô, no Brooklyn. Sozinho, sem estrelismo. E muito bacana, obviamente”.

Uma diferença grande entre trabalhar com cinema na Suécia e nos Estados Unidos é o número de pessoas ao seu redor que ficam dizendo a você o que fazer. “É toda uma equipe de pessoas ao redor com opiniões caso você queira mudar a cor de sua camiseta. E daí você precisa de uma autorização assinada. Mas eu tive a extravagância de conseguir que a minha própria opinião fosse levada em consideração na maioria dos projetos em que tenho me envolvido. Eles confiam em meus pontos de vista e me deram liberdade para desenvolver os personagens”.

Depois de duas séries de TV da HBO, Alexander é agora também reconhecido nos Estados Unidos.
“Na Suécia, as pessoas cochicham e apontam pra você. Aqui eles começam a conversar e reconhecem seus méritos. Tinha um monte de gente que se aproximava de mim após Generation Kill para discutir a guerra”. O patriarca do clã Skarsgård, Stellan, também é reconhecido nos Estados Unidos. Mas Alexander não sente qualquer pressão em ser comparado com o pai. “Isso é algo que só jornalistas trazem à tona. As pessoas com quem trabalho conhecem meu potencial. Eu não tenho mais que ficar provando nada”.

Quando Alexander não está trabalhando ele está viajando. Durante o ano passado ele esteve esquiando em Aspen num feriado, passou o ano novo na ilha Mustique, passou um longo fim de semana em São Francisco e foi ao festival de música em Coachella nos arredores de Palm Springs.
“Gosto de viajar e aprendi a fazer as malas despreocupadamente. A única coisa que eu sempre levo é o meu ipod”.
O estilo de vida nômade de Alexander se reflete também na sua vida privada. Ele não sente qualquer pressão em se estabelecer e não tem saído com muitas mulheres americanas.

“Os filhos virão quando for o momento. Eu já estou 7 anos atrasado em relação ao meu pai”, ele diz rindo. Ele não tem residência fixa em LA também, como alternativa ele mora com seus amigos. “Venho de uma família grande e eu sou um ‘bicho de estimação sociável’. Onde e como eu vivo não é tão importante, desde que eu esteja cercado de pessoas que eu gosto”.

Mas Alexander chama Estocolmo de casa. “Eu sempre vou fazer isso”, diz Alexander, sorrindo, antes de colocar o livro debaixo do braço e seguir para a sessão de trabalho desta noite.


7 rapidinhas com Alexander:


Eu fico indignado com: “pessoas de visão limitada”.
Eu dou risada com: “o comediante Mitch Hedberg”.
É assim que você me faz dançar: “Simples – me deixe bêbado”.
Melhor conselho que eu tive dos meus pais: “Faça o que você quiser”.
Estilista Favorito: “Rick Owens”.
Lugares favoritos em LA: “passar tempo em locais simples como bares de rock ou aqueles com jukeboxes”.
Uma noite de sexta-feira perfeita: “eu vou para o The Smell no centro da cidade e ouvir um pouco do rock industrial mais underground. Então eu vou para casa, me jogar na piscina como faço todas as noites junto com a minha família substituta”.
No Ipod de Alexander: “The Chameleons: uma banda britânica do início dos anos 80, mais ou menos na época do The Smiths e o Joy Division; Marianne Faithfull: suas músicas mais antigas, como ‘ Broken English’. Você percebe que ela teve uma vida turbulenta; Jussi Björling: Que herói do caramba! Ele tem uma voz tão incrível com uma incomparável potência, paixão e sensibilidade; Wolf Parade e Arcade Fire”.

Fonte e tradução

Uma resposta to “Entrevista na Elle Suécia”

  1. Mila Banks Says:

    Além de lindo ele tem bom gosto, gosta de ler e bandas bacanas, a cada dia fico mais encantada!! e o melhor de tudo: Humildade *_*

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